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!.Diário de um Orc.!
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19/03/2004 00:20
... e todos nós morremos jovens
Do centro de um planalto vazio, como se fosse em qualquer lugar, como se a vida fosse um perigo, como se houvessem facas no ar, seguimos esguios até a floresta.
Caminhamos por pouco tempo e logo fomos barrados. Um grupo de cinco elfos apontava flechas em nossa direção. Um sexto membro pulou do alto de uma árvore e, com um olhar frio disse:
"Espiões de Uther, rendam-se agora!"
"Não somos espiões, viemos lutar contra os exércitos intolerantes de Uther" - gritou a Gladiadora vigorosa.
"Cale-se, mulher, sigam-me sem qualquer movimento brusco ou tentativa de planos desesperados. Serão levados prisioneiros" - disse o elfo com ódio no olhar.
"Somos Inimigos do rei Uther, você não compreende, veja, eu sou um elfo como você, EU SOU UM ELFO DE ALASSEA!" - disse Tittaohtar
"Uma pena que as garras de nossos inimigos tenham corrompido o coração de boa gente. - ele repetiu, sem nem olhar para o pequeno guerreiro elfo.
"Sim, é uma pena" - eu disse então - "uma pena que a guerra já tenha destruído o que os elfos tinham de belo" - e levantei o olhar até o elfo carrancudo.
Ele olhou de volta, perplexo pelo teor das minhas palavras.
"Uma pena que mesmo antes de esticar os arcos ou desembainhar suas espadas Uther já tenha vencido a guerra, pois conseguiu extinguir os sorrisos do lugar que eu aprendi a amar. Atirar flechas contra flechas, espada contra espada... é essa a resposta, elfo de Alassea. O nome de tua cidade na linguagem comum quer dizer Alegria, e foi a alegria desse lugar que me fez voltar, mas se toda ela já se foi, que eu seja preso então, mas deixe que esses companheiros meus sigam de volta" - o olhar fime em direção ao elfo.
O silêncio era pesado, mas era possível ver que o arco de um dos elfos estava menos retesado. Talvez ainda houvesse chance para a alegria de Alassea.
enviada por Razz Ec Yag
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