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!.Diário de um Orc.!
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25/06/2005 23:23
Diário de um Orc - novidade!!!!!!!!
Revisado, atualizado e NA ORDEM CERTA!
http://www.ocantodobardo.cjb.net - procure em "Prosa e Poesia" ou clique abaixo! =)
http://www.ocantodobardo.cjb.net
enviada por Razz Ec Yag
06/08/2004 23:10
Cena 2: O reagrupamento
No acampamento de Uther
Quando os homens no campo foram atingidos pela melodiosa voz do Orc Razz houve um burburinho. Inicialmente ficaram incomodados e irritados (Como pode um Orc cantar? Estamos numa guerra e não numa taverna!), mas aos poucos pararam para ouvir o conteúdo da canção.
E alguns homens soltaram suas armas e voltaram-se de costas para Alassea, preparando-se para partir.
De alguma forma a canção do Orc transcendia o entendimento racional. Havia algo mágico nas palavras, talvez o suor, o sangue e as lágrimas de Razz Ec Yag estivessem impressos nelas mesmo que ele mesmo não soubesse.
Uther parecia que ia explodir. Perder dois terços de um exército por conta de uma canção era mais do que ele estava preparado para suportar. Imediatamente ele incitou as tropas restantes a entrarem na floresta de Alassea. Uma invasão desesperada, mas nem por isso sem a formação rígida do treinamento de Uther.
De volta a Alassea
Razz sentava-se a um posto de observação ladeado por seus companheiros. Seus olhos fundos do cansaço produzido pelo feitiço tinham um brilho de felicidade, mas Razz Ec Yag sabia que ainda havia muito por fazer.
Oel Eel observava pelas lentes dos elfos e foi o primeiro a informar a situação: "Eles estão reunindo os exércitos remanescentes. Ainda haverá guerra"
A Gladiadora desembainhou a espada sem nada dizer.
Tittaohtar, o pequeno elfo, sentava-se ao lado da Ninfa Noturna num abraço terno. Seu olhar no chão: "Eu não posso ver meu povo morrendo! Precisamos fazer mais alguma coisa!"
O mago Fael Ar apoiava um dos pés na parede e brincava com uma pequena bola flamejante em frente a seu rosto, aparentemente alheio aos demais companheiros.
Valerie a um canto temia o que estava por acontecer: "Sei que teremos que enfrentar os exércitos de meu pai... mas não sei se posso tomar parte nessa guerra. Eu..." - e correu.
Oel Eel fez que ia buscá-la: "Fique, Oel" - disse Razz - "essa guerra não é dela... não é de ninguem, no final das contas" - e atirou sua adaga com força fazendo com que cravasse próxima à parede onde o mago estava, conseguindo finalmente atrair sua atenção.
"Está na hora, companheiros, eu acredito num mundo melhor e quero lutar por ele. Alguém vem comigo?"
enviada por Razz Ec Yag
26/06/2004 15:14
Parte 2 - Do Fim da Guerra
Cena 1: A canção do Orc
Do alto da Torre Circular o Orc podia avistar os exércitos de Uther quase entrando na floresta. Fael Ar com sua mágica fez brilhar um globo esverdeado e um som tão alto que estremeceu o chão invadiu as fileiras do exército atraindo sua atenção para a Torre. Flechas esvoaçaram em direção ao globo, enquanto outros correram aterrorizados pelo poder que parecia emanar da Torre Circular.
Sua voz ampliada pela mágica de Fael Ar, Razz Ec Yag, o Orc, cantou em um misto de élfico, comum e Orc, uma canção facilmente reconhecível por qualquer povo e cheia de um sentimento diferente.
E se eu fizesse só o que pudesse ia adiantar?
E se eu parasse e pedisse permissão até pra respirar?
E se eu mudasse de opção
E se eu andar em outra direção
E se eu subir no muro de concreto
Meu caminhar for sempre reto
E se eu não for mais diferente você vai gostar?
E quando o mundo vira as costas
E quando os donos do poder não tem respostas
Quando quem sabe é tido como Inimigo
E quem te prejudica é seu amigo
Nas invertidas rodas da miséria
Já não se sabe se a matéria
Vale a pena se manter
E se o mundo descobrir
Pra que cobrir o que é normal?
Virar notícia nacional
Não ter pra onde ir...
Se o mundo inteiro acordar
E se a criança despertar pro mundo vil
Será melhor se disfarçar
Ou com as coisas no lugar
Buscar o erro onde você o viu?
E estranhamente a canção provocou um burburinho no exército. 'A pena é mais forte que a espada', lembrou-se Razz das palavras de sábias Ogimini Rom e do seu bando.
enviada por Razz Ec Yag
23/06/2004 11:41
Há uma chance!!! Se o Rei dos Elfos nos permitisse entrar em sua Cidade Encantada nós subiríamos na torre circular e de lá mostraríamos aos homens intolerantes que Ser Diferente é Mais Normal do que Uther pensa! E com os corações menos afetados pelo ódio ao diferente os homens aprenderiam a crescer com o novo e não a temê-lo. Há uma chance!!! E não nos calaremos! Nós vamos lutar por ela, pela chance de dizer quem somos!
enviada por Razz Ec Yag
01/06/2004 11:16
O senhor da Guerra não gosta de crianças élficas
Parte Final
"Vamos ficar aqui esperando?" - disse o Menino Lobo - "sentados como cães adestrados em vez de nos atirarmos para a guerra em defesa do que acreditamos?"
E os olhares de todos seguiram enquanto ele caminhava sobre a plataforma, a observar as fogueiras no acampamento dos homens não muito distante dali.
"Há mais terror, sangue e morte na guerra do que você pode imaginar, Menino Lobo" - interveio a Gladiadora, seu rosto voltado para a superfície de madeira da plataforma - "muito mais sangue e morte..."
"Há uma chance de que nosso sangue seja a garantia de um mundo melhor?" - perguntei.
O silêncio que se seguiu era sinal de que era uma resposta difícil. Ninguém sabia ao certo, ninguém poderia saber. Muitos já lutaram por igualdade, muitos já falharam. Teria o mundo mudado? E antes que pudéssemos responder um elfo apareceu subindo as escadas, vestes imponentes e um olhar severo.
"Prisioneiros, vocês serão levados para as masmorras e quando a guerra estiver terminada serão julgados"
"Julgados? E que crime cometemos?" - gritaram dois ou três companheiros.
"Entraram em minhas terras em tempos de guerra. Um crime imperdoável"
Então levantei minha voz: "Imperdoável é o crime que cometem agora, contra seus próprios princípios. Bondoso soberano, acolheu-me sem medo quando aqui estive pela primeira vez. Ajudou-me em minha busca, mostrou-me a sabedoria e a beleza dos elfos, tornou-me cativo de uma terra onde a paz era mais do que uma sensação, mas uma realidade."
"Fala com autoridade, Orc, mas não posso aceitar esse argumento sob o fogo das flechas de Uther"
"Uther já queimou o que mais belo havia entre vocês. Não percebe, nobre elfo? Não percebe que o ídio que queima nos corações dos homens lá fora já contamina os seus súditos e se espalha como uma praga entre as fileiras do seu exército?"
E o Rei dos Elfos parou.
No acampamento de Uther, nesse mesmo instante
"Matemos as crianças dos elfos" - exclamou Uther, o hálito impregnado de bebida forte - "e sua 'alegria saltitante' não se espalhará mais pelo mundo. Precisamos expurgar essas criaturas, aliás, todas as criaturas não humanas, pois são o mal que corrompe o mundo!!! O mundo foi feito para os homens e é de homens que ele deve ser formado"
De volta à floresta
"O que você tem em mente, Razz Ec Yag?"
E assim soubemos que o Rei dos Elfos estava disposto a nos ajudar.
enviada por Razz Ec Yag
06/05/2004 18:08
O senhor da Guerra não gosta de crianças élficas
Parte 2
Fomos levados apressadamente até uma grande árvore e subitamente uma escada de cordas desceu até nós. Os guardas élficos empurravam-nos escada acima e eu não podia deixar de me maravilhar com a cidade sobre as árvores, ainda que estivesse preso e com o coração em revolta. Intrincados corredores de madeira e corda cercavam os troncos grossos das árvores da floresta criando, sobre o chão e sob o céu, uma das mais belas cidades que meus olhos Orcs já tinham presenciado.
E Alassea era então mais linda do que eu imaginava.
Sobre as plataformas aguardamos até que alguém viesse nos falar. Os corações preocupados com a guerra iminente, as mentes cheias de planos e ao mesmo tempo de desesperança.
Foi o Menino Lobo quem quebrou o silêncio.
enviada por Razz Ec Yag
28/04/2004 17:08
O senhor da Guerra não gosta de crianças élficas
Parte 1
Fomos levados até o centro da floresta, onde muitos elfos armados encontravam-se em formação militar. Mesmo em tempos de guerra tristes como aquele era bom perceber que os elfos deixavam suas crianças de fora da batalha. Mas homens e mulheres da raça élfica estavam lá, armados e prontos para a batalha. O número não era o bastante para fazer frente às divisões de Uther, mas sem dúvida era impressionante ver o povo belo vestido para guerrear.
O líder dos seres fofinhos não mais se assemelhava a um Rei de contos de fadas, era imponente e resoluto, implacável no olhar e forte no ritmo da andança. Veio até o estranho grupo e dirigiu-se a todos, parando o olhar um pouco em cada um de nós:
"Não quero ouvir explicações, há uma guerra sobre nós. Levem os prisioneiros para as celas" - disse, olhando para um dos guardas.
enviada por Razz Ec Yag
19/03/2004 00:20
... e todos nós morremos jovens
Do centro de um planalto vazio, como se fosse em qualquer lugar, como se a vida fosse um perigo, como se houvessem facas no ar, seguimos esguios até a floresta.
Caminhamos por pouco tempo e logo fomos barrados. Um grupo de cinco elfos apontava flechas em nossa direção. Um sexto membro pulou do alto de uma árvore e, com um olhar frio disse:
"Espiões de Uther, rendam-se agora!"
"Não somos espiões, viemos lutar contra os exércitos intolerantes de Uther" - gritou a Gladiadora vigorosa.
"Cale-se, mulher, sigam-me sem qualquer movimento brusco ou tentativa de planos desesperados. Serão levados prisioneiros" - disse o elfo com ódio no olhar.
"Somos Inimigos do rei Uther, você não compreende, veja, eu sou um elfo como você, EU SOU UM ELFO DE ALASSEA!" - disse Tittaohtar
"Uma pena que as garras de nossos inimigos tenham corrompido o coração de boa gente. - ele repetiu, sem nem olhar para o pequeno guerreiro elfo.
"Sim, é uma pena" - eu disse então - "uma pena que a guerra já tenha destruído o que os elfos tinham de belo" - e levantei o olhar até o elfo carrancudo.
Ele olhou de volta, perplexo pelo teor das minhas palavras.
"Uma pena que mesmo antes de esticar os arcos ou desembainhar suas espadas Uther já tenha vencido a guerra, pois conseguiu extinguir os sorrisos do lugar que eu aprendi a amar. Atirar flechas contra flechas, espada contra espada... é essa a resposta, elfo de Alassea. O nome de tua cidade na linguagem comum quer dizer Alegria, e foi a alegria desse lugar que me fez voltar, mas se toda ela já se foi, que eu seja preso então, mas deixe que esses companheiros meus sigam de volta" - o olhar fime em direção ao elfo.
O silêncio era pesado, mas era possível ver que o arco de um dos elfos estava menos retesado. Talvez ainda houvesse chance para a alegria de Alassea.
enviada por Razz Ec Yag
04/03/2004 00:13

...já de longe a gente via, os exércitos da intolerância armados e prontos para o ataque... e sempre a gente se perguntava se a gente também não tinha culpa de levantar nossas próprias espadas
enviada por Razz Ec Yag
19/02/2004 08:56
Prelúdio para A Batalha
Era noite quando chegamos. A escuridão aguça sentidos que no claro apagam-se, sentidos que a luz expulsa. Nossos instintos saltando à frente da necessidade de ver para acreditar. As mãos à frente, tateando no escuro, as pernas arqueadas, o andar mais lento e cuidadoso e nem por isso menos confiante. Espadas prontas, corações alagados de ansiedade e expectativa. Noturnos somos!
Somos anjos? Demônios? Que Deus há no calor da batalha? Que Deus há no coração do Homem, Orc, Elfo ou Ninfa que empunha a espada ao ferir outro ser? Que Deus há em morrer?
Que Deus há em viver?

enviada por Razz Ec Yag
12/02/2004 08:48
O fim da jornada
Fael Ar estava lá, à porta da Caverna Oculta, como se sempre estivesse estado lá. Algum mistério ainda havia a ser revelado. Lembrei-me de Code e do meu primeiro grande desafio... mas não era o tempo de mistérios. Enquanto voltávamos para buscar o mago, Uther avançava com seus exércitos e a essa altura poderia já estar cercando Alassea, a bela cidade élfica para onde iríamos, a cidade élfica bela que mostrara-me um dia a riqueza de ser diferente, a cidade que iremos salvar.
"Venham" - gritei - "precisamos nor organizar agora, o tempo é precioso e não volta"
De pé, lado a lado, estavam eles, meus companheiros, tão diferentes entre si, tão iguais em seus corações. Oel Eel, o Orc, bravo companheiro. Menino Lobo, o incansável menino, agora já homem, em busca do Sonho do Oriente. Gladiadora, forte, nobre, doce e sedutora, o espírito feminino em carne, osso e armadura. Tittaohtar, o pequeno elfo, o primeiro "ser fofinho" a me acolher, a roubar-me o coração do sangue para o belo. A seu lado a Ninfa Noturna, seus olhos brilhando com uma força que só as ninfas tem, de suportar a dor. Valerie, a garota dos perfumes mágicos, filha daquele que quer tirar a vida dos elfos da floresta, desafiando pai, pátria, mas seguindo o coração. Fael Ar juntava-se a nós, algo de diferente em seu olhar, mais confiante do que em nosso último encontro.
"São apenas algumas horas que nos separam de Alassea. E são menores do que horas, as distâncias que nos separam da morte. Sei que somos poucos, sei que há tempos a intolerância cresce e o ódio ao diferente prolifera. Sei que não há exércitos prontos e armados para serem comandados por nós e sei, ainda, que muitos aqui nunca participaram de uma batalha de verdade" - e enquanto falava eu olhava nos olhos de cada um de meus companheiros - "Mas sei de uma coisa mais do que qualquer outra coisa. Sei que nossas vidas não seriam belas como são sem as canções dos elfos e que tanto faz estar no Reino dos Mortos ou num mundo sem a magia de Alassea. E é por Alassea que eu vou lutar! É pelos elfos, é por todas as criaturas mágicas que vou lutar!"
E um brilho novo percorreu o lugar enquanto todos pegavam suas coisas, desembainhavam suas armas e caminhavam em direção à floresta élfica.
E chegamos em pouco tempo.
enviada por Razz Ec Yag
23/01/2004 20:07
O mágico entre nós
"Quanto tempo até as proximidades da Caverna?" - gritei, o vento forte batendo em meu verde rosto.
"Mais alguns minutos, Orc. A Fênix é mais rápida do que três ou quatro dúzias dos melhores cavalos que você já viu" - Andrew Mackoy retrucou.
A Gladiadora observava do canto do convés, os cabelos esvoaçando graciosamente: "Quem é essa pessoa a quem buscamos, Razz, e por que é tão importante?"
"Fael Ar é um mistério... não entendo de fato qual o seu papel em minha busca, poderosa guerreira, mas ele faz parte dos meus sonhos já há muito tempo e acredito que sua presença pode fazer a diferença em nossa batalha" - disse, me aproximando.
"Todos farão diferença, Razz Ec Yag, e cada um fará a diferença" - disse o Menino Lobo, e atrás dele vinha Oel Eel, meu velho amigo Orc.
"Sim, amigos, todos vocês, todos nós, faremos diferença porque ousamos acreditar que é possível viver em paz. Mas ainda não sei o que faremos quando estivermos frente a frente com os exércitos de Uther..." - fui interrompido por uma brusca mudança na intensidade do vento. A Fênix fazia uma curva leve.
"Ele é meu pai" - disse Valerie - "se ele me ver junto de vocês ele ouvirá a voz da própria razão, ele não pode dirigir um ataque a uma cidade só porque acredita que eles não são como ele"
"E os elfos virão, amigo Orc, não deixarão que nossa cidade seja atacada sem que possamos resistir" - era Tittaohtar, vinha abraçado da sorridente Ninfa Noturna - "você não está sozinho na sua luta".
"Chegamos!" - gritou Andrew - "não estão muito longe de Alassea agora, façam o que precisam por aqui e sigam para o Norte, em direção aos Campos. Logo o elfo reconhecerá o caminho" - e olhou para Tittaohtar - "boa sorte, amigos, os Senhores da Morte precisam seguir para suas próprias missões agora."
E logo descemos, agradecendo aos Senhores da Morte pela viagem rápida: "Que a madeira do seu navio voador jamais seja queimada e que suas lanças sejam as mais afiadas"
Não foi preciso procurar muito. Assim que a Fênix desapareceu no horizonte voltamo-nos todos para trás ao ouvir uma doce voz dizendo:
"Já não era sem tempo"

enviada por Razz Ec Yag
13/01/2004 12:30
Voltando ao chão
Voei à bordo da Fênix por não mais que uma hora e logo avistamos meus companheiros. Caminhavam pela trilha cabisbaixos e por isso sequer perceberam a aproximação do navio voador.
"Maldito Orc" - berrava a Ninfa Noturna a ponto de ser ouvida lá em cima, debruçando-se sobre uma pedra tendo ao lado a espada do Orc, que insistiam em levar - "quando está tudo pronto ele FOGE! Sempre achei que era um covarde..."
Valerie virou-se para trás e gritou: "Se você quiser voltar pode virar-se e ir embora. Precisamos impedir os exércitos de destruir a cidade dos elfos, cidade de alguém que VOCÊ ama" - e olhou com lágrimas nos olhos para Tittaohtar - "a última coisa que precisamos é de alguém reclamando. Se puder ajudar, fique conosco, se não puder vá embora... como fez o Orc" - e nesse momento seus dentes se juntaram em uma expressão raivosa.
"POR QUE NOS DEIXOU, RAZZ! Foi você quem me ensinou o que era a Fúria, que me mostrou que ser diferente é melhor do que insistem em afirmar"
E então pulei do barco em meio ao círculo que se formara em torno da garota dos perfumes mágicos. Os olhos espantados, alguns irritados, olhavam de um lado para outro e, finalmente, para cima!
"Essa é a Fênix, amigos. Essa é a nossa esperança ressurgindo das cinzas" - ouvi-os enquanto descia e não condeno as palavras que foram dirigidas a mim. Eu também ficaria irado se me abandonassem" - e sorriu ternamente para Ninfa Noturna.
A Ninfa veio se aproximando lentamente, tímida e de cabeça abaixada, até que correu e abraçou Razz Ec Yag com toda sua força: "Razz, seu grande Orc sujo e feio... quase me matou de ódio. Sabe que posso ler os sentimentos e eu sinto que você nos deixou com tristeza. E foi a tristeza em encarar essa viagem sem um amigo como você que me fez raivosa"
Eu não disse nada, mas pousei minhas grandes mãos sobre os cabelos lisos e compridos da Ninfa, abaixando de leve a cabeça para deixar cair algumas lágrimas.
"Estamos prontos para partir, nobre Razz" - gritou Andrew Mackoy de cima da Fênix - "vocês vem ou não?"
"Resgatar Fael Ar é nossa primeira missão! E então: Alassea, a cidade alegre dos Elfos! Vai ser bom voltar pra casa, e sejamos rápidos, porque quero ter para quem voltar" - gritei debaixo do navio que flutuava a alguns poucos metros do chão.
E agora havia esperança no ar... à bordo da Fênix seguiam as pessoas dispostas a mudar o mundo... pra melhor!
enviada por Razz Ec Yag
07/01/2004 15:17
Voando por terras distantes
"NICKOLAS MACKOY!" - gritei uma última vez antes de perceber que estava completamente cercado.
Uma figura aproximou-se de mim, com o rosto inflamado de raiva: "Quem é você e porque grita o nome de meu falecido pai?!"
Só então me dei conta da loucura que estava cometendo. Um Orc sozinho indo atrás de um bando de humanos em seu covil. Por vezes me esqueço sou um ser temido e odiado por muitas raças e tribos.
"Estou aqui para pedir ajuda. Há muito tempo atrás, Ogimini Rom foi amigo de seu pai e todos eram Inimigos do rei."
"Não há reis que odiemos, a não ser os grandes reis alados, chamados de dragões. Caçamos e destruímos essas criaturas... e você tem aparência de aliado deles" - respondeu o filho irado de Nickolas.
Um dos outros tripulantes da Fênix me espetava com a lança e dois já se preparavam para laçar-me quando eu puxei meus braços para cima. Seus olhos se encheram de terror e ódio.
"Pagará caro por invadir nosso acampamento e por pronunciar o nome de meu pai, criatura das trevas. Andrew Mackoy o fará pagar"
E então num gesto rápido fiz o inesperado. Atirei minhas armas ao chão e abri os braços, pronto para receber qualquer ataque.
Os tripulantes da Fênix olhavam desconfiados e Andrew Mackoy se aproximou.
"Não posso compreender... mas sinto que você não tem intenções ruins..." - ele parou, pensativo, olhos nos meus olhos - "o que deseja de nós"
Meu coração ainda batia como tambores dos anões das montanhas, mas concentrei-me: "Uther Pendragon, o rei, organizou seus exércitos para atacar a cidade de Alassea, a cidade alegre dos elfos. Precisamos de ajuda. Somos muito poucos para enfrentá-los."
"Um orc amigo de elfos?" - perguntou incrédulo Andrew Mackoy
"É uma longa história... mas o tempo está contra nós! Por favor, ajudem-nos. Uther quer acabar com tudo aquilo que é diferente, com tudo aquilo que é livre. E é por liberdade que vocês lutam!" - disse suplicante.
"Se o rei é inimigo dos elfos, então somos Inimigos do rei" - gritou Andrew, e os outros ecoaram suas palavras.
Em pouco tempo a Fênix foi preparada e alçou vôo. Lá de cima já podia avistar meus amigos na floresta!
enviada por Razz Ec Yag
27/12/2003 22:59
Que os ventos da novidade carreguem-me e a meus amigos para aventuras mais alegres e cheias de riquezas
enviada por Razz Ec Yag
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